
Braga no Inventário Nacional | Comércio com História

A Lei nº 42/2017, de 14 de junho, estabelece o Regime de Reconhecimento e Proteção de Estabelecimentos e Entidades de Interesse Histórico e Cultural ou Social Local, onde se enquadra o projeto denominado “Comércio com História”.
No âmbito da referida Lei (nº 1 do artigo 3º), foram atribuídas aos municípios diversas competências, entre outras, as de proceder ao inventário e reconhecimento dos mencionados estabelecimentos e entidades de interesse histórico e cultural ou social local, aprovar regulamentos municipais que enquadrem o referido reconhecimento e comunicar ao Estado a sua identificação.
São critérios gerais de reconhecimento dos estabelecimentos ou entidades de interesse histórico e cultural ou social local: a manutenção da atividade há pelo menos 25 anos, o património material considerando as características artísticas e o acervo do estabelecimento ou entidade, e o património imaterial assente na sua função histórica, cultural ou social e que permita ser distinguido pela sua identidade própria.
De entre os estabelecimentos com atividade no âmbito da ourivesaria e relojoaria no concelho de Braga, salientam-se a Maurício Queiroz, Lda. e a Relojoaria e Ourivesaria Oliveira que foram reconhecidas pelo Município de Braga no ano de 2018, passando ambas a integrar o Inventário Nacional | Comércio com História.
Maurício Queiroz, Lda.
A Relojoaria Maurício Queiroz surgiu em 1903, no Campo da Vinha, por iniciativa de José Augusto Pinto de Queiroz, operário têxtil, tendo por objeto a venda, reparação e restauro de relojoaria fina, média e grossa. Para além desta atividade, afirmou-se desde logo como uma escola, por onde passaram gerações de relojoeiros.


A competência e saber demonstrados nas reparações e trabalhos de relojoaria granjearam enorme prestígio a José Augusto Queiroz e ao seu estabelecimento.
Desde 1912, passou a ter a colaboração de um dos seus filhos, Maurício Queiroz, o qual ficou com a responsabilidade da direção da loja, na sequência da morte do pai, em 1933. Em 1951, Maurício Queiroz constituiu sociedade com Paulino Ribeiro de Araújo e Vitor Augusto da Costa Lima, seus funcionários e relojoeiros. Com a morte de Maurício Queiroz, em 1973, Paulino de Araújo assumiu a gestão da Relojoaria.
A Relojoaria Maurício Queiroz permanece uma escola da arte da relojoaria, sendo, atualmente, propriedade dos herdeiros de Paulino Ribeiro de Araújo.
Relojoaria e Ourivesaria Oliveira

A Relojoaria e Ourivesaria Oliveira foi estabelecida por Manoel de Oliveira e seu filho, Avelino de Oliveira, estando aberta ao público desde 1926. Sendo um dos estabelecimentos mais antigos da cidade de Braga, é gerido atualmente por um familiar dos fundadores deste estabelecimento.

Dedica-se, desde a sua origem, à comercialização de peças de ouro e de prata, de joias e de relógios de marcas prestigiadas, tanto de estilo clássico, como contemporâneo.
O serviço pós-venda tem sido uma forte aposta ao longo do seu percurso, disponibilizando serviços de reparação e personalização de joias, o que contribuiu para a afirmação da sua reputação.
2026.08.26











